Ipameri (GO): “Para nós, é muito mais do que celebrar o Pentecostes”, afirma dom Guilherme

O Divino Espírito Santo, terceira pessoa da Santíssima Trindade, é comemorado na Festa de Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa. É o padroeiro da Catedral e da diocese de Ipameri, no Goiás. O bispo diocesano, dom Guilherme Werlang conta que historicamente o padroeiro, na maioria dos casos, faz parte da devoção popular, como é o caso de Ipameri (GO).

De acordo com ele, pelo que consta no histórico do município, o Divino Espírito Santo se tornou patrono por conta de uma promessa feita por um fazendeiro, que na época havia sido picado por uma cobra venenosa. “O fazendeiro prometeu que se fosse curado daria uma grande poção de terra ao Divino Espírito Santo”, conta.

Na piedade popular foi o que ocorreu, o fazendeiro foi curado e sob a área prometida se construiu o município de Ipameri, no Goiás. Posteriormente, com o crescimento populacional e a criação das paróquias, também optou-se por colocar o Divino Espírito Santo como padroeiro da Catedral e da diocese de Ipameri.

Questionado sobre a importância de se ter o Divino Espírito Santo como padroeiro, dom Guilherme garante que é uma ‘vantagem’ a mais, por ser a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Para o bispo, é o Espírito Santo que anima a Igreja. “Essa espiritualidade, ela está muito presente de fato em toda a região do Estado de Goiás e eu sei que, por exemplo, a diocese de Jataí também tem o Divino Espírito Santo como padroeiro, então a gente percebe como o Espírito Santo está presente no subconsciente e também no devocional do Centro-Oeste. É uma marca muito forte”, garante.

Por último, dom Guilherme explicou ainda que a adoração ao Espírito Santo é tão forte que nos 50 anos da diocese de Ipameri, todos fazem questão de enfatizar o nome completo da Igreja Particular, que é Diocese do Divino Espírito Santo de Ipameri. “Essa questão está profundamente arraigada em nosso povo, nossa gente. Para nós, é muito mais do que celebrar o Pentecostes”, concluiu.

 

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